quarta-feira, 28 de março de 2012

A DANÇA

Não são apenas passos, mas reflexões...
Não é só a coreografia, mas o prazer de dançar.


Do choro ao riso, a inversão da tristeza à felicidade e um brilho no olhar,
mesmo ficando o dia com as pernas e a coluna doendo...


Tudo passa, ao ouvir uma música!
e danço, danço... 
Danço pra mim, não pra os outros;
Danço porque tenho prazer;
Danço pois é a única coisa na qual me sinto a vontade em qualquer lugar;
Danço pra simplesmente abolir de mim, a tristeza,
nem que seja apenas por alguns dias.


quinta-feira, 15 de março de 2012

O jogo da vida é a intuição primitiva que administra as convergências da racionalidade humana.


Sem rendição

Depredaram-me no ato do manifesto, arrancando-me a última coisa que restava, a esperança.
Tripudiaram -me até o último instante e esperaram que me rendesse, mas em um lapso de fúria, ergui-me e declarei guerra mais uma vez a vida.

quinta-feira, 8 de março de 2012


"Como é bom viver!
sorrir, amar, ao ato de se desprender e bajular...
Correr, voar, sonhar..
Desenhando no  horizonte um universo multicolorido e faceiro...
Como é bom saber que estamos vivos!
e que os obstáculos são apenas devaneios que nos mantém sorrindo..."


                                                                          Flore papílio
A roseira que plantei não floresceu,
murchou, secou...
Talvez porque a plantei sobre lágrimas.


A rosa que rasguei não morreu,
despedaçou, desintegrou...
Talvez seja porque a rasguei com amor.


O limão que chupei não azedou,
amargou, enjoou...
Pois sabia como era seu sabor e como amargava- embora estivesse doce feito ameixa.


As lágrimas que escorreram não secaram,
grudaram, fixaram-se...
e marcaram meu rosto para toda a eternidade.




O sorriso que ofereci não perdurou,
morreu, dissecou...
e fiquei sozinha... vitimizada pela hipocrisia...
somente com a dúvida....
Serei amada e feliz um dia?


                                                          Flore papílio



terça-feira, 6 de março de 2012

Bem-vindos ao meu mundo!

Passarei por todos e os obrigarei a olharem...
Resgatarei cada lágrima que gastei por eles...
Exibirei quem sou, e que sempre fui...
Irei sorrir a cada vez que sentir vontade de gritar...
dançarei quando quiser correr,
pularei quando quiser voar,
esquecerei quando quiser lembrar.


Decorarei e registrarei o olhar de cada um e reproduzirei em uma tela branca o que realmente olhavam.
Darei importância aos detalhes e darei forma ao sonho... Enfim, convencerei a todos que são
 bem-vindos ao meu mundo.



segunda-feira, 5 de março de 2012

"Menosprezo a gratidão dos falsos, que me acolhem vociferando à mim a inexatidão.
Odeio olhar pra quem se acha belo, pois não tem a mínima consciência do que pensam.
Não me imponho a discutir ou a oprimir, aqueles que julgo com insuficiência à racionalidade,"
e discordo severamente com os que se acham superior.






                                                                 Flore Papílio
                                                                                       

sábado, 3 de março de 2012

Amor, o, que, sem, seria, ser, ?

O que seria o ser sem amor?


Seria a fraqueza de uma pobre alma?
Seria o orgulho de um sofredor?


O que seria o ser sem amor?


Seria pra sempre o desanimado?
Seria o receio de não ser amado?


 O seria o ser sem amor?


Seria o fim de uma evolução?
Seria enfim, a destruição?


O que o amor seria sem o ser?


O vago sentimento esquecido?
Um mito sem moral e evasivo?


O que o amor seria sem o ser?


Algo, alguém, ou alguma coisa?
Organismo! hemisfério... Uma espécie de mosca?


O que seria o amor sem o ser?


Uma expectativa vaga do que poderia enfim, acontecer...


O que seria o ser sem amor?


Simplesmente, uma espécia ignorante e inapto à vida.






                                                     Flore Papílio







"Falsa face"


O pungente estímulo que me rege;
desenvolve-se,
aninha-se,
plorifera-se no meu  estado de Ser vulnerável.

Os delírios de uma vida feliz que precede meu dia;
se esvai,
se perde,
sucumbi de maneira uniforme e diária.

O silêncio que me rodeia e a voz que falha aos ouvidos pérfidos;
suavizam,
apaziguam,
Enquanto houver tempo pra pensar...
Enquanto houver questões pra serem discutidas,
Enquanto houver interesses adversos a serem comparados.

O eco do mundo que sussurra em meus ouvidos;
regenera-se,
realinha-se,
restitui-se a cada palavra perdida, a cada sentimento velado.

Rasgando o véu da imoralidade ferida;
Dissipando as mentiras de uma vida sofrida;
Reintegrando as lembranças que fora esquecida e pondo à parte na memória,
recordações de tristezas, por ora, já vencidas.





                                                                 Flore Papílio